Continua ...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O tempo foi passando e eu mentindo mais pra mim que pra ele, dizendo pra mim mesma que aquilo não podia ser tão ruim assim, que não podia nos fazer tanto mal. Eu queria acreditar naquilo e aos poucos eu me entregava mais e mais áquele amor que eu sabia, mas não queria que fosse impossivel. Eu tremia quando eu ouvia a voz dele, fazia mil e um sotaques, inventava mil coisas e aquilo tudo era tão interessante que eu só via o como tava me entregando áquilo quando eu deitava e pensava nele, pensava o quanto eu o amava e o quanto eu tava fazendo mal pra gente. E pior, ele nem sabia que eu existia. Eu era uma menina linda, opiniosa, de outro estado, inteligente e apaixonada por ele , pelo menos era isso que ele achava de mim! Ele era apaixonado pela imagem daquela menina, mas por dentro era eu e eu queria imaginar que o amor que ele sentia era por mim. Mas ainda sim eu sabia que o amor dele não era meu, que na vida dele eu não existia e eu achava que nunca seria interessante o bastante pra ele, era tudo verdade! Pelo menos tinha alguma coisa de verdade naquela história toda. O menino que eu odiava passou á ser o menino que eu amava, era mais dificil que qualquer coisa admitir aquilo. E eu nunca admiti, pelo menos não até hoje.
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